Introdução
Este memorial descritivo tem por objetivo apresentar e comprovar as atividades, qualificações e experiências profissionais que desenvolvi ao longo da minha trajetória como servidor(a) técnico-administrativo(a) em educação, para fins de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), nos termos do Decreto nº 13.048/2026. Nas seções seguintes, descrevo as ações, projetos e resultados que evidenciam minha contribuição institucional e o desenvolvimento das competências pertinentes ao nível pleiteado.
Ações e resultados: participação em comissões e portarias, exercício de FG, participação em treinamentos e apoio às atividades do setor, contribuindo para o desenvolvimento profissional, a organização e o bom andamento das atividades.
A importância do Reconhecimento de Saberes e Competências para os Técnicos-Administrativos em Educação do IFMG
A aprovação do Reconhecimento de Saberes e Competências para o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (RSC-PCCTAE) representa um importante avanço na valorização dos servidores que atuam nas instituições federais de ensino. Mais do que um mecanismo de desenvolvimento na carreira, o RSC pode ser compreendido como uma forma de reconhecer institucionalmente conhecimentos, experiências, competências e contribuições que são construídos ao longo da trajetória profissional e que, muitas vezes, não são plenamente traduzidos pela titulação formal.
No caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), essa possibilidade possui especial relevância. O PDI 2024–2028 estabelece como missão institucional “ofertar ensino, pesquisa e extensão de qualidade em diferentes níveis e modalidades, focando na formação cidadã e no desenvolvimento regional”. A visão do Instituto, por sua vez, busca consolidá-lo como referência em educação profissional, científica e tecnológica, caracterizada pela inovação, sustentabilidade, inclusão social e articulação com as demandas da sociedade. Entre seus valores estão diversidade, equidade, ética, inclusão, inovação, pessoas, qualidade, respeito, sustentabilidade e transparência.
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Nesse contexto, reconhecer os saberes e competências dos Técnicos-Administrativos em Educação significa reconhecer também a importância desses profissionais para que a missão institucional seja efetivamente cumprida. A atuação dos TAEs não se limita às atividades burocráticas ou administrativas. Esses servidores participam da construção e execução das políticas institucionais, apoiam diretamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuem para o atendimento aos estudantes, desenvolvem soluções administrativas e tecnológicas, gerenciam processos, atuam na assistência estudantil, na gestão de pessoas, na infraestrutura, na tecnologia da informação, nas bibliotecas, nos laboratórios e em inúmeras outras áreas indispensáveis ao funcionamento dos campi e da Reitoria.
O RSC permite, portanto, aproximar o desenvolvimento da carreira da realidade concreta do trabalho realizado pelo servidor. Ao longo dos anos, o TAE acumula conhecimentos que são resultado da experiência profissional, da resolução de problemas, da participação em projetos e comissões, da formação continuada, da atuação interdisciplinar e da interação permanente com estudantes, docentes, gestores e comunidade externa. São saberes construídos na prática institucional e que representam patrimônio intelectual e organizacional do próprio IFMG.
Essa perspectiva encontra forte correspondência com o valor “Pessoas”, presente na identidade estratégica do Instituto. Valorizar pessoas significa reconhecer que a qualidade dos serviços prestados por uma instituição de educação pública depende, em grande medida, das competências, da experiência, do comprometimento e da capacidade de seus servidores. O PDI do IFMG também destaca que sua identidade estratégica deve orientar as ações e políticas institucionais, funcionando como referência para a gestão e para o desenvolvimento da organização.
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Para o servidor, o RSC pode produzir efeitos positivos que ultrapassam a dimensão financeira. O reconhecimento formal de competências pode fortalecer a motivação, o sentimento de pertencimento e a percepção de valorização profissional. Pode também estimular a formação continuada, a participação em projetos institucionais, a busca por soluções inovadoras e o compartilhamento de conhecimentos com os demais servidores. Dessa maneira, o desenvolvimento individual passa a estar associado ao desenvolvimento coletivo.
Há, portanto, uma relação de reciprocidade: quando o IFMG valoriza os saberes construídos por seus servidores, cria condições para que esses profissionais continuem investindo em sua qualificação e ampliando sua contribuição para a instituição. Ao mesmo tempo, quando o servidor percebe que sua experiência e suas competências são reconhecidas, tende a encontrar maior estímulo para transformar esse conhecimento em novas práticas, projetos, melhorias de processos e ações que beneficiem a comunidade acadêmica.
Para a instituição, os benefícios podem ser ainda mais amplos. O reconhecimento dos saberes acumulados pelos TAEs contribui para a gestão do conhecimento organizacional, reduzindo o risco de perda de conhecimentos importantes e estimulando sua circulação entre as equipes. Um servidor experiente não representa apenas força de trabalho: representa também memória institucional, domínio de processos, conhecimento das necessidades da comunidade e capacidade de solucionar problemas que foram acumulados ao longo de sua trajetória.
O RSC pode, nesse sentido, funcionar como uma ferramenta de gestão estratégica de pessoas. Ao reconhecer competências relacionadas à experiência profissional, a instituição passa a ter maior capacidade de identificar talentos, estimular o desenvolvimento de competências e aproximar as trajetórias profissionais dos objetivos institucionais. Isso é particularmente importante em uma organização complexa como o IFMG, constituída por diferentes campi e unidades, com realidades regionais diversas e ampla variedade de áreas de atuação.
Outro aspecto fundamental é a inovação. Entre os valores do IFMG está a inovação, e a experiência cotidiana dos TAEs constitui uma fonte importante de inovação institucional. São esses profissionais que frequentemente identificam gargalos, propõem melhorias, desenvolvem soluções, aperfeiçoam procedimentos e encontram formas mais eficientes de atender às necessidades da comunidade. Reconhecer essas competências significa criar um ambiente no qual o conhecimento produzido no cotidiano do trabalho possa ser transformado em melhoria institucional.
O RSC também dialoga com os princípios de diversidade e equidade presentes na identidade estratégica do IFMG. O reconhecimento de diferentes trajetórias profissionais permite compreender que as competências podem ser construídas por caminhos diversos. Nem todo conhecimento relevante para uma instituição de ensino é adquirido exclusivamente em ambientes acadêmicos formais. A experiência profissional, a atuação em projetos, a formação complementar, a participação institucional e a solução de problemas concretos também produzem conhecimentos relevantes para a organização. O reconhecimento dessas diferentes formas de construção de competências contribui para uma política de desenvolvimento de pessoas mais abrangente e justa.
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IFMG
É importante destacar, ainda, que o RSC não deve ser entendido simplesmente como uma vantagem individual ou como uma forma de progressão desvinculada do interesse público. Seu sentido mais amplo está justamente na possibilidade de transformar o reconhecimento individual em benefício coletivo. Quanto mais as competências reconhecidas estiverem relacionadas às atividades desenvolvidas no IFMG e às necessidades institucionais, maior será a possibilidade de que o mecanismo contribua para a melhoria dos serviços públicos oferecidos à sociedade.
Essa compreensão está alinhada à própria concepção do PDI do IFMG, que busca articular diferentes áreas e unidades, otimizar recursos e fortalecer a entrega de valor público à sociedade. O planejamento institucional é apresentado pelo próprio IFMG como instrumento para orientar decisões, estratégias e ações capazes de conduzir a instituição à situação desejada, tendo como referência sua missão, seus valores e sua visão de futuro.
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Assim, o RSC-PCCTAE pode ser compreendido como uma oportunidade de fortalecer uma relação virtuosa entre valorização profissional, desenvolvimento de competências, melhoria da gestão e qualidade da educação pública. Para o TAE, representa a possibilidade de ter reconhecida uma trajetória profissional construída por meio de conhecimentos e experiências acumulados. Para o IFMG, representa a oportunidade de transformar esse patrimônio de conhecimentos em maior capacidade institucional, inovação, eficiência e qualidade na prestação dos serviços educacionais.
Em última análise, reconhecer os saberes e competências dos Técnicos-Administrativos em Educação é reconhecer que a excelência de uma instituição de educação profissional, científica e tecnológica não é produzida exclusivamente em sala de aula ou nos laboratórios de pesquisa. Ela é construída diariamente por todos os profissionais que fazem a instituição funcionar, que atendem estudantes, apoiam docentes, desenvolvem projetos, administram recursos, solucionam problemas e contribuem para que ensino, pesquisa e extensão aconteçam com qualidade.
Por essa razão, a implementação responsável e transparente do RSC-PCCTAE no IFMG pode representar muito mais do que o cumprimento de uma possibilidade prevista na legislação. Pode constituir uma política institucional de valorização das pessoas, de gestão do conhecimento e de desenvolvimento organizacional, fortalecendo os próprios fundamentos que orientam o Instituto: qualidade, inovação, inclusão, equidade, respeito, sustentabilidade e valorização das pessoas.
Dessa perspectiva, investir no reconhecimento dos saberes e competências dos TAEs significa investir na própria instituição. Afinal, uma instituição que reconhece, desenvolve e valoriza o conhecimento de seus servidores amplia sua capacidade de cumprir sua missão, alcançar seus objetivos estratégicos e entregar à sociedade uma educação pública cada vez mais qualificada.
O texto acima pode ser usado como justificativa institucional para uma proposta, documento de comissão, manifestação ao Conselho Superior ou defesa da regulamentação do RSC no IFMG. A legislação de 2026 é especialmente importante para essa argumentação porque determina expressamente que o RSC-PCCTAE reconhece o saber construído na atuação profissional e o relaciona às dinâmicas de ensino, pesquisa e extensão.
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Presidência da República
Se a finalidade for apresentar essa argumentação ao CONSUP/IFMG ou a uma comissão responsável pela regulamentação, também posso transformar o texto em uma versão mais técnica e persuasiva, com fundamentação legal, princípios da administração pública, argumentos de gestão de pessoas e uma seção específica sobre os impactos financeiros e institucionais do RSC.